Na Mídia
27 de dezembro de 2011Correndo atrás da bola
Vamos aproveitar o espírito de Natal e esquecer de banalidades como o corporativismo da Justiça brasileira e as decisões do STF favorecendo indiretamente juízes do STF.
O momento é muito mais grave.
Estamos a dois anos da Copa do Mundo, temos problemas de estádios, de mobilidade urbana, de aeroportos, de desvios de dinheiro em obras públicas, de venda de cerveja nos estádios, de ingerência da Fifa nas leis brasileiras, mas tudo isso não é nada perto da catástrofe que se desenha.
Depois da mais longa roda de bobinho da história do futebol mundial, no jogo Barcelona x Santos na semana passada em Yokohama, descobrimos que o futebol brasileiro, que era tão sólido, desmanchou-se no ar. E quando Karl Marx inventou essa frase sequer conhecia Mano Menezes.
Desde Zagalo estamos habituados a ouvir, com o sotaque carioca dos passarinhos na boca, que ninguém é capaz de superar a graça,a beleza, a malemolência e a picardia dos nossos craques e que, portanto, somos imbatíveis, capazes de decidir uma copa com um lance genial de qualquer de um dos nossos Van Goghs da bola.
Não tem sido assim desde que geração de daniéis alves veio substituir a de pelés e ronaldos. A camisa amarela perdeu há algum tempo o poder de fazer a terra tremer.
Sandro Vaia é jornalista. Foi repórter, redator e editor do Jornal da Tarde, diretor de Redação da revista Afinal, diretor de Informação da Agência Estado e diretor de Redação de “O Estado de S.Paulo”. É autor do livro “A Ilha Roubada”, (editora Barcarolla) sobre a blogueira cubana Yoani Sanchez. E.mail: svaia@uol.com.br
Fonte: Blog do Noblat - RJ



