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“A Pequena Fadette” mistura cenas da vida rural francesa do século 19 a elementos que só cem anos depois iriam se tornar a matéria-prima do realismo fantástico

Ficha Técnica

A pequena Fadette
George Sand
Tradução: Mônica Cristina Corrêa
R$ 32,00
165 páginas
Lançamento: janeiro / 2007
ISBN: 85-98233-28-5

Misturar cenas reais da vida rural francesa do século 19 a elementos que só cem anos depois iriam se tornar a matéria-prima do realismo fantástico é apenas uma das proezas de “A Pequena Fadette”, romance campestre da George Sand, que ganha a primeira tradução direta e rigorosa pelas mãos da Editora Barcarolla, com apoio do Ministério das Relações Exteriores da França. Embora escrito em 1848, o livro era apenas conhecido dos leitores brasileiros por versões adaptadas ao público juvenil. Hoje é a única obra da autora disponível no mercado editorial brasileiro.

A presente edição revela a magnitude de uma obra literária que acabou ofuscada pela ousada biografia da própria autora. Aurore Dupin de Francueil (1804-1876) casou-se e descasou-se, adotou o pseudônimo masculino de George Sand, circulava por Paris travestida de homem e teve romances com grandes nomes de seu tempo, como o compositor Frederic François Chopin e o poeta Alfred Musset.

“A Pequena Fadette” marca o momento em que George Sand trocou Paris por Berry, na região central da França, onde nasceu e recebeu amigos como Flaubert e Balzac. A história gira em torno de Franchon Fadette, uma menina criada sem pai nem mãe, quase selvagem, cuja vida se transforma quando se apaixona por Landry Barbeau, um jovem abastado e irmão gêmeo do ciumento Sylvinet. Neta da curandeira Fadet, ela enfrenta a resistência da família do rapaz não só pela pobreza mas também pelo estigma de ser considerada uma bruxa. Vencer esses obstáculos exige da pequena Fadette passar por um processo de adaptação para a vida civilizada.

Ao descrever esta trajetória, George Sand faz um acerto de contas pessoal. Filha de uma mulher do povo e neta de uma aristocrata, ela desnuda sensações que experimentou de perto como o enfrentamento entre a marginalidade e o prestígio social, a selvageria e o refinamento da civilidade. A rejeição de Fadette não é diferente daquela que viveu quando acabou com seu casamento fracassado e assumiu a criação dos dois filhos.

Mais informações para a imprensa com
Ivani Cardoso – ivanicardoso@lufernandes.com.br
Marcelo de Andrade – marcelo@lufernandes.com.br

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