Releases

Lançamento da Editora Barcarolla apresenta olhar diferente sobre o legado filosófico de Nietzsche

Ficha Técnica

Nietzsche: do eterno retorno do mesmo à transvaloração de todos os valores
Luís Rubira
Editora Barcarolla
352 páginas
R$ 38,00

Está chegando às livrarias o mais novo título da Editora Barcarolla, pela coleção Sendas & Veredas, do Grupo de Estudos Nietzsche (GEN). “Nietzsche: do eterno retorno do mesmo à transvaloração de todos os valores”, de Luís Rubira, preenche lacunas deixadas por estudiosos que mergulharam nos textos do filósofo.

“Foi na hipótese cosmológica do eterno retorno do mesmo, ou seja, na possibilidade de uma eternidade temporal, que Nietzsche julgou encontrar uma nova medida de valor para realizar a transvaloração de todos os valores. Se somente no último semestre de sua atividade intelectual ele empreendeu a transvaloração foi porque, em face da possibilidade cosmológica do retorno, que eternamente poderia fazer regressar o niilismo, havia a necessidade de uma definitiva aquiescência do amor fatti”.

Para escrever este parágrafo, que apresenta e sintetiza o livro “Nietzsche: do eterno retorno do mesmo à transvaloração de todos os valores”, o professor Luís Rubira levou nada menos que dois meses. Isso talvez devido à complexidade de se relacionar, em uma mesma obra, os conceitos de “eterno retorno do mesmo” e “transvaloração de todos os valores”, defendidos pelo filósofo alemão Friedrich Wilhelm Nietzsche (1844-1900).

“A intrínseca relação entre o pensamento do eterno retorno e a tarefa de transvaloração não foi suficientemente explorada no conjunto dos escritos de Nietzsche. Dentre os intérpretes de sua filosofia há um reconhecimento de que o eterno retorno ocupa um lugar central em sua obra; todavia, raros foram aqueles que começaram a desenvolver a tese de que ele possibilita a realização da transvaloração, muitos os que não viram esta relação e inexistentes os que se detiveram a analisar por que a tarefa somente foi levada a termo em 1888”, afirma Rubira na apresentação de sua obra. “Nietzsche: do eterno retorno do mesmo à transvaloração de todos os valores” preenche essas lacunas deixadas por estudiosos que se debruçaram sobre a filosofia de Nietzsche, e até por seus próprios escritos.

O autor defende que a hipótese cronológica do eterno retorno foi justamente o que permitiu a Nietzsche pensar, desde agosto de 1881, em uma tentativa de transvaloração de todos os valores (embora essa expressão tenha sido cunhada somente em 1884), enquanto nova e maior medida de valor, que possibilitaria mudar todos os valores até então existentes. Para chegar a essa conclusão, foram analisadas as obras de diversos estudiosos de Nietzsche e todos os escritos do filósofo, publicados ou fragmentos póstumos, assim como todas as suas ideias – as claramente explicitadas e as por serem ainda elaboradas.

O livro se divide em quatro partes. Na primeira, o autor traça um panorama entre tempo e eternidade, no contexto da história da filosofia. No segundo capítulo, a noção de valor em Nietzsche é discutida com o intuito de mostrar de que forma o conceito permite compreender como o filósofo se interessou pelo pensamento do eterno retorno, em 1881. Já a terceira parte da obra mostra que a condição de possibilidade da transvaloração é o pensamento do eteno retorno do mesmo, através dos escritos de Nietzsche entre 1881 e 1888, e como suas teorias foram recebidas com restrição no meio científico e filosófico. Na última parte do livro, Rubira se dedicou a avaliar os motivos pelos quais Nietzsche adiou a tarefa da transvaloração de todos os valores para 1888.

Sobre o autor

Luís Eduardo Xavier Rubira, nasceu em Porto Alegre em 1970. É graduado em Filosofia pela Universidade Federal de Pelotas (1955) e mestre em filosofia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (2000), tendo sido orientado por Ernildo Stein. Realizou o doutorado em Filosofia na Universidade de São Paulo (2009), sob a orientação de Scarlett Marton. É membro do Grupo de Estudos Nietzsche (GEN), com o qual travou contato em 1998, e nele atua como secretário editorial dos Cadernos Nietzsche e como revisor da Coleção Sendas & Veredas. Atualmente é membro do Groupe International de Recherches sur Nietzsche (GIRN) e professor adjunto de filosofia na Universidade Federal de Pelotas (UFPel).

Coleção Sendas & Veredas
A coleção, sob a coordenação de Scarlett Marton, atua em três frentes distintas: apresentando títulos expressivos da produção brasileira sobre a filosofia nietzschiana, publicando traduções comentadas de escritos do filósofo ainda inexistentes em português e editando textos de pensadores contemporâneos a Nietzsche, com o objetivo de recriar a atmosfera cultural da época em que este viveu. Faz parte das ações do GEN (Grupo de Estudos Nietzsche), que atua junto ao Departamento de Filosofia da USP.

Informações com Lu Fernandes Comunicação e Imprensa
Tel: (11) 3814-4600
Atendimento: Christiano Borges (christiano@lufernandes.com.br) e Ivani Cardoso (ivanicardoso@lufernandes.com.br)

Twitter Flickr Facebook