Releases

O debate recente sobre necessidade e contingência na modernidade é reunido em livro pela Barcarolla

Ficha Técnica

Necessidade e contingência na modernidade
Vários autores
Luís César Guimarães Oliva (org.)
Editora Barcarolla
R$ 34,00
296 páginas
Lançamento: outubro / 2009
ISBN: 978-85-98223-41-3

“Necessidade e contingência na modernidade”, organizado por Luís César Guimarães Oliva, reúne a produção recente de um grupo de pesquisadores sediado no departamento de filosofia da USP, sob coordenação de Marilena Chauí. O núcleo foi estruturado inicialmente para estudar Espinosa e mais tarde ampliou seu foco, para discutir a questão da experiência e da razão na formulação da filosofia e da ciência modernas no século 16.

Os artigos reunidos no livro desdobram as seguintes perguntas formuladas a partir da questão da “necessidade e contingência”, explica Oliva: “Tudo é absolutamente necessário e nada pode ser diferente do que é? A potência das causas determina tudo e não pode ser desfeita, sob o risco de pôr em xeque a racionalidade do real? Ou há uma margem de possibilidade indeterminada que garante o espaço da contingência e do livre arbítrio, sem os quais não há mérito ou culpa? Se o primeiro, como dar conta da moral e da política? Se o segundo, como  dar conta da ciência, que se propõe universal e necessária?”

O resultado são textos que debatem, segundo o organizador, desde a ontologia do necessário em Espinosa – que expulsa do real a contingência e o livre-arbítrio –, à retomada da metafísica do possível por Leibniz, que recupera o que Espinosa havia recusado sem contudo readmitir a indeterminação; dos riscos do soberano diante da instabilidade do campo político, segundo Bodin, ainda no século 16, aos desafios da ciência diante de uma natureza mutável e submetida a um Deus voluntarioso, segundo o ponto de vista da filosofia experimental de Locke, no século 17.

No primeiro bloco de textos, encontram-se os artigos reunidos sobre “ontologia”: “Espinosa, Da metafísica do contingente à ontologia do necessário”, de Marilena Chauí; “Contingência e existência em Leibniz”, de Luís César Guimarães Oliva; “Notas sobre causalidade e contingência em Leibniz e Pascal”, de Franklin Leopoldo e Silva; “Leibniz, simplicidade e contingência”, de Tessa Moura Lacerda.

Na seqüência, há o bloco relativo à “ciência”: “Fundamentos metafísico-teológicos na filosofia experimental de R. Boyle e J. Locke: a questão da contingência”, de Luciana Zaterka; “Gramática da língua e gramática da Escritura: Necessidade e contingência na Gramática hebraica espinosana”, Homero Santiago.

No terceiro e último bloco, “A política”, encontram-se os artigos: “Soberania, necessidade e contingência”, Douglas Ferreira Barros; “A essência da política. Necessidade da democracia no Tratado político de Espinosa”, de Fernando Dias Andrade; “Matéria e história nas luzes francesas”, de Maria das Graças de Souza.

Sobre o organizador

Luís César Guimarães Oliva possui doutorado em Filosofia pela Universidade de São Paulo (2002). É professor-doutor da Universidade de São Paulo e membro do Grupo de Estudos Espinosanos da USP. Tem experiência na área de Filosofia, com ênfase em História da Filosofia Moderna, atuando principalmente nos seguintes temas: Pascal, Leibniz, Espinosa, século 17, graça e natureza humana.

Mais informações para a imprensa com:
Ivani Cardoso – ivanicardoso@lufernandes.com.br
Marcelo de Andrade – marcelo@lufernandes.com.br

Lu Fernandes Escritório de Comunicação
11-3814-4600

Twitter Flickr Facebook